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Momento exclusivo numa ilha deserta da Ria Formosa

Passeio de barco privado · Ria Formosa

Pôr do sol na Ria Formosa, num barco só para si

Qualquer passeio privado pode ser ao fim da tarde: escolha uma hora perto do pôr do sol e junte espumante, vinho ou petiscos a bordo. Para pedidos de casamento, aniversários, noites de lua cheia ou sessões fotográficas, preparamos tudo consigo.

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Atualizado a · Titus Boat Tours, skipper local desde 2010

Monte o seu passeio

O mapa mostra a ria toda. Escolha onde quer sair e toque nos sítios que quer ver: o percurso desenha-se sozinho.

Oceano AtlânticoRia FormosaRio GilãoIlha de TaviraIlha de Cabanas🦩🦩🐙🦪🦀🐟🐦🐚·Fábrica·Cacela Velha·Barra·Forte S. João·Cabanas·Praia Deserta·Forte do Rato·Ilha de Tavira·Quatro Águas·Arraial Ferreira Neto·Conservas·Tavira·Salinas·Flamingos·Terra Estreita·Viveiros de ostras·Santa Luzia·Barril

Partida: Cais da Fábrica (Cacela Velha)

Mapa esquemático: posições reais, canais aproximados.

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Saída

Sítios para visitar toque para juntar ou tirar

Tempo estimado com paragens curtas. O skipper ajusta o percurso à maré e ao vento.

O que vai ver, paragem a paragem

Os sítios que pode juntar ao seu percurso, com a história de cada um. Os que escolheu aparecem primeiro, pela ordem da viagem.

  1. A Praia da Fábrica, em frente a Cacela Velha
    A Praia da Fábrica, em frente a Cacela VelhaFoto: Titus Boat Tours

    +Praia

    Cais e Praia da Fábrica

    O pequeno cais fica no fim da estrada que desce de Cacela Velha, e é daqui que sai o nosso barco da praia. À frente, do outro lado do canal, estende-se o areal da Praia da Fábrica, onde só se chega de barco. Na maré baixa aparecem bancos de areia e mariscadores na apanha de bivalves; na maré cheia, a água cobre tudo e fica cor de esmeralda.

    A história

    O nome vem da Fábrica de Cerâmica de Cacela, fundada em 1889 pela Companhia Algarviense. Funcionou de 1892 a 1930 e fazia tijolos, telhas e manilhas. A fábrica desapareceu, mas deu o nome ao sítio e à praia.

    Sabia que? Do cais à praia são poucos minutos de barco: é a travessia que fazemos todos os dias, com bilhetes a partir de 1,50 €.

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    Fontes: O sítio do Algarve que deve o nome a uma fábrica de cerâmica (Postal do Algarve)

  2. +Vila

    Cacela Velha

    Do barco vê-se a aldeia branca no alto da arriba: a muralha da fortaleza, a torre da igreja e o casario caiado, com a ria aos pés. A arriba que segura a aldeia é uma arriba fóssil, com cerca de um milhão de anos. Ao fim da tarde, a luz deixa as casas douradas e é a vista mais fotografada deste lado da ria.

    A história

    Em 713 Cacela ficou sob domínio muçulmano, e o castelo é dos séculos IX e X. Aqui nasceu, em 958, o poeta Ibn Darraj al-Qastalli, «o de Cacela», um dos grandes poetas do al-Andalus. D. Paio Peres Correia conquistou Cacela em 1240 e D. Dinis deu-lhe foral a 17 de julho de 1283. O terramoto de 1755 arruinou a igreja, a Misericórdia e a câmara, e deitou abaixo os baluartes da fortaleza: os canhões foram parar à praia. Foi sede de concelho até 1775.

    Sabia que? As escavações de 2007 confirmaram que aqui ficava a medina islâmica de Qast'alla Daraj. A aldeia é Imóvel de Interesse Público desde 1996.

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    Fontes: Cacela Velha (Wikipédia)

  3. Bancos de areia e águas transparentes na barra de Cacela
    Bancos de areia e águas transparentes na barra de CacelaFoto: Titus Boat Tours

    +Natureza

    A barra e as lagoas

    A barra é a porta da ria para o mar. Na maré certa, a água fica transparente e formam-se lagoas pouco fundas entre bancos de areia branca. Do lado de fora rebenta o mar; do lado de dentro, a água é calma e quente. É comum ver gaivotas, garças e pequenas aves limícolas a descansar na areia.

    A história

    A Ria Formosa é uma lagoa costeira com cerca de 60 km, da Península do Ancão à Manta Rota, protegida do mar por cinco ilhas-barreira e duas penínsulas. A de Cacela é a mais a nascente. As barras mudam de lugar com as tempestades e as correntes: no outono de 2010, um temporal rompeu a península de Cacela e abriu uma nova ligação ao mar.

    Sabia que? A Ria Formosa é Parque Natural desde 1987 (Reserva Natural desde 1978) e zona húmida de importância internacional para as aves, pela Convenção de Ramsar.

    Ver no satélite

    Fontes: Parque Natural da Ria Formosa (Wikipédia), Ria Formosa, introdução (CIMA, Universidade do Algarve)

  4. +Fortaleza

    Forte de São João da Barra

    Logo a nascente de Cabanas, numa pequena colina sobre a ria, aparece uma fortaleza em forma de estrela, com quatro baluartes. Hoje é um hotel, mas a muralha, a porta de armas e as lápides da entrada continuam lá, viradas para a água.

    A história

    Foi mandado construir em 1656, durante a Guerra da Restauração, por Nuno de Mendonça, governador das armas do Algarve, para defender a costa de Tavira. Foi aumentado entre 1670 e 1672. O terramoto de 1755 danificou-o e foi recuperado em 1793, no reinado de D. Maria I. Em 1808, o capitão Sebastião Martins Mestre tomou-o aos franceses, com a ajuda da população. Teve guarnição até 1897 e foi posto da Guarda Fiscal até 1905.

    Sabia que? Entre 1857 e 1865 funcionou aqui a primeira escola de rapazes da freguesia da Conceição. Em 1986 foi cenário do filme «À Flor do Mar», de João César Monteiro. É Imóvel de Interesse Público desde 1960.

    Ver no satélite

    Fontes: Fort São João da Barra (Wikipedia)

  5. Cabanas de Tavira vista da Ria Formosa
    Cabanas de Tavira vista da Ria FormosaFoto: Titus Boat Tours

    +Vila

    Cabanas de Tavira e a sua ilha

    A marginal de Cabanas tem barcos de pesca, esplanadas e um longo passeio junto à água. Em frente fica a Ilha de Cabanas, com um areal comprido e dunas: no total são cerca de 7 km de praia. Na maré baixa, o lodo do sapal enche-se de pequenos caranguejos-violinistas: o macho tem uma pinça enorme, que agita para chamar a fêmea.

    A história

    Por volta de 1734 instalou-se aqui a Armação dos Mares de Tavira, uma armação de atum. Os pescadores fizeram cabanas na costa para guardar as redes e dormir durante a safra: daí o nome. O primeiro nascimento registado é de 1757. Cabanas passou a freguesia em 1997 e a vila em 2001. O turismo chegou em 1973, com o primeiro empreendimento, as Pedras da Rainha.

    Sabia que? O documentário «Almadraba Atuneira» (1961), de António Campos, foi filmado aqui. As praias de Cabanas têm Bandeira Azul desde 1989.

    Ver no satélite

    Fontes: Cabanas de Tavira (Wikipedia)

  6. +Praia

    Praia Deserta (Forte da Barra)

    Na ponta poente da Ilha de Cabanas, mesmo ao lado da barra de Tavira, fica um areal sossegado onde só se chega de barco. De um lado entra o mar pela barra; do outro, a água da ria é calma e transparente.

    A história

    A barra de Tavira, aberta pelo homem e inaugurada em 1950, separa a Ilha de Tavira da Ilha de Cabanas. A Praia Deserta fica do lado de Cabanas, virada para a barra.

    Sabia que? A Praia Deserta é um dos cais do nosso Aqua Táxi: levamos e vamos buscar, de dia e de noite.

    Ver no satélite

    Fontes: Ilha de Tavira (Wikipédia)

  7. +Fortaleza

    Forte do Rato (Santo António)

    Junto à barra de Tavira, à beira da água, ficam as ruínas de um pequeno forte de pedra, com a porta de armas e as muralhas viradas para o canal. Foi a primeira defesa da entrada do rio.

    A história

    Foi mandado construir no reinado de D. Sebastião (1568–1578) para proteger a entrada do rio e a cidade dos ataques de piratas do Norte de África. Em 1573, quando o rei visitou Tavira, ainda estava em obras. Durante a construção, a foz do rio mudou-se para nascente e o forte perdeu parte da utilidade. Em 1654 passou a chamar-se Forte de Santo António. Em 1792 tinha nove homens e duas peças de artilharia; em 1821, três homens e nenhum canhão. Foi abandonado em 1840.

    Sabia que? É Imóvel de Interesse Público desde 1983. Também se vê do percurso a pé de Quatro Águas, que a Câmara de Tavira recomenda.

    Ver no satélite

    Fontes: Fort Santo António, Tavira (Wikipedia), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  8. +Praia

    Ilha de Tavira

    Uma ilha de areia com cerca de 11 km, entre a ria e o oceano. Do cais, um caminho atravessa as dunas até ao mar, com bares, restaurantes e um parque de campismo. De nascente para poente tem quatro praias: Ilha de Tavira, Terra Estreita, Barril e Homem Nu.

    A história

    A ilha já foi maior. Em 1926 abriu-se a primeira barra de Tavira, que partiu a antiga «Grande Ilha de Tavira» em duas; em 1941 um ciclone fechou-a e abriu outra. A barra atual, artificial, foi inaugurada em 1950 e separa a Ilha de Tavira da Ilha de Cabanas. Até 1943 houve na ilha um arraial da pesca do atum, no Medo das Cascas, destruído pelo mar.

    Sabia que? A praia tem Bandeira Azul todos os anos. Quando o último ferry já saiu, o nosso Aqua Táxi faz a travessia, de dia e de noite.

    Ver no satélite

    Fontes: Ilha de Tavira (Wikipédia), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  9. +Cais

    Quatro Águas

    É o cais de onde sai o ferry para a Ilha de Tavira. Aqui o Rio Gilão chega à ria e cruzam-se os canais que vão para Cabanas e para Santa Luzia, junto à barra que abre para o mar. À volta há salinas, sapal, restaurantes de peixe e barcos de pesca.

    A história

    Ao longo da estrada de Quatro Águas ficavam as salinas e, a partir de 1917, as fábricas de conservas de atum. Junto ao cais fica o antigo arraial dos pescadores do atum, o Arraial Ferreira Neto.

    Sabia que? Na primavera, as salinas entre Quatro Águas e Luz de Tavira enchem-se de flamingos.

    Ver no satélite

    Fontes: Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  10. +Património

    Arraial Ferreira Neto (antiga armação do atum)

    Um conjunto de casas brancas, alinhadas à beira do rio, com capela, escola e um cais com uma grua manual. Era a aldeia dos pescadores do atum. Hoje é o hotel Vila Galé Albacora, que guarda um núcleo museológico sobre a pesca do atum e a vida das famílias do arraial.

    A história

    Foi desenhado em 1943 pelo engenheiro Sena Lino, depois de o mar destruir o arraial anterior, no Medo das Cascas, na Ilha de Tavira. Tinha casas para 150 famílias, escola, capela, posto médico e cinco cisternas de 150 mil litros. As capturas começaram a cair em 1961; na campanha de 1970/71 apanhou-se um único atum. É Imóvel de Interesse Público desde 2002.

    Sabia que? Como funcionava uma armação: no mar, uma rede comprida desviava os atuns para um labirinto de redes fixas, presas ao fundo por centenas de âncoras. No fim, os barcos levantavam a última câmara de rede e os atuns eram puxados para bordo à força de braços e ganchos: era o copejo. Na primavera apanhava-se o atum «de direito», a caminho do Mediterrâneo; no verão, o «de revés», no regresso.

    Ver no satélite

    Fontes: Arraial Ferreira Neto (Wikipédia), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira, A história da pesca do atum no Algarve (Barlavento)

  11. +Património

    As fábricas de conservas

    Na margem do Gilão, a caminho de Quatro Águas, ainda se vê a chaminé alta da antiga fábrica Tavirense. Do outro lado do rio ficava a Balsense. Era aqui que o atum das armações se cozia e enlatava em azeite.

    A história

    A Tavirense começou a produzir em meados de junho de 1917, um mês depois da Balsense, inaugurada a 9 de maio de 1917. Nesse ano havia no Algarve 184 fábricas de conservas e mais de 14 500 operários. Em Tavira havia ainda a fábrica de José Matos Parreira e a de Manuel e João Baptista Calça, que fazia conservas de atum e de sardinha em azeite. A Balsense fechou em 1971. Da Tavirense restam as ruínas e a chaminé.

    Sabia que? Em 1898, o rei D. Carlos estudou a pesca do atum no Algarve a bordo do iate Amélia: as armações anotavam a hora e o número de atuns que entravam, e o rei comparava com a temperatura, a transparência e as correntes do mar. O estudo está digitalizado na Biblioteca Nacional.

    Ver no satélite

    Fontes: Tavirense, a antiga fábrica de conservas (Heritage Navigator), Tavira e a sua indústria (Folium, Universidade de Coimbra, 2024), D. Carlos, rei pioneiro no estudo da pesca do atum (Marinha)

  12. Tavira e o Rio Gilão ao entardecer
    Tavira e o Rio Gilão ao entardecerFoto: Titus Boat Tours

    +Cidade

    Tavira e o Rio Gilão

    Subimos o Rio Gilão até ao centro. Da água vê-se a ponte antiga de sete arcos, os jardins da margem, o antigo Mercado da Ribeira, o castelo e as torres das igrejas: são mais de trinta na cidade. Repare nos telhados «de tesoura», de quatro águas, típicos de Tavira.

    A história

    Tavira nasceu no fim da Idade do Bronze e, no século VIII a.C., foi uma das primeiras povoações fenícias do ocidente da Península. Os mouros construíram o castelo e as mesquitas. D. Paio Peres Correia conquistou a cidade em 1242. O terramoto de 1755 destruiu grande parte dos edifícios, e a cidade foi reconstruída. A pesca e as conservas de atum foram, durante séculos, a grande riqueza de Tavira.

    Sabia que? O rio muda de nome na ponte: para cima chama-se Séqua, para baixo Gilão. Chamam-lhe «ponte romana», mas a que vemos foi reconstruída em 1667 sobre uma travessia muito mais antiga. Tavira representa Portugal na Dieta Mediterrânica, Património Imaterial da UNESCO desde 2013.

    Ver no satélite

    Fontes: Tavira (Wikipedia), A ponte que muda o nome a um rio (Postal do Algarve)

  13. +Natureza

    As salinas de Tavira

    Grandes tanques rasos, separados por muros de terra, em tons de branco, verde e rosa. No verão vêem-se os montes de sal acabados de colher. Nos tanques comem alfaiates, pernilongos, colhereiros, garças e, quase sempre, flamingos.

    A história

    As salinas ficam entre o Gilão e Santa Luzia, a cerca de 500 metros da barra de Tavira, e enchem-se só com água do mar. Ao longo do verão, o sol e o vento evaporam a água e o sal cristaliza. É colhido à mão. As salinas da Ria Formosa dão cerca de metade do sal marinho de Portugal. Desde 2013, o Sal de Tavira e a Flor de Sal de Tavira têm Denominação de Origem Protegida (DOP).

    Sabia que? O rosa da água vem de uma microalga, a Dunaliella salina, um dos poucos seres que aguentam tanto sal. Produz pigmentos (carotenoides) que, com algumas bactérias, dão à água tons de laranja, roxo e rosa.

    Ver no satélite

    Fontes: O que ver nas Salinas de Tavira (idealista), Sal de Tavira e Flor de Sal de Tavira com DOP (Agroportal), Parque Natural da Ria Formosa: caracterização (ICNF), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  14. +Natureza

    Os flamingos das salinas

    Nos tanques das salinas de Tavira juntam-se bandos de flamingos: pernas altas, pescoço comprido e bico curvo. Comem de cabeça para baixo, a remexer a lama com as patas e a filtrar a água com o bico. Quando levantam voo, aparecem as penas pretas das asas. Não gostam que se aproximem: do barco vêem-se bem, sem os assustar.

    A história

    O flamingo-comum (Phoenicopterus roseus) vê-se na ria todo o ano, mas há mais no outono, no inverno e na primavera. As salinas de Tavira são dos melhores sítios do Algarve para os ver, a qualquer hora, porque a maré mexe pouco com a água dos tanques. Os bandos que passam por Portugal costumam fazer ninho em Espanha, França, Itália ou no Norte de África. Em 2021, numa salina da Reserva do Sapal de Castro Marim, aqui perto, uma colónia de cerca de 3000 flamingos fez quase 800 ninhos e nasceram cerca de 550 crias, segundo o ICNF.

    Sabia que? Os flamingos não nascem cor-de-rosa: os jovens são acinzentados, de patas escuras, e só ganham a cor por volta dos três anos. O rosa vem do que comem: algas e pequenos camarões das salinas, cheios de pigmentos. Em bando, fazem um barulho parecido com o dos gansos.

    Ver no satélite

    Fontes: Tavira Saltpans (Birdingplaces), Greater flamingos (Portugal Resident), Nasceram 550 flamingos no sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (Postal do Algarve, 2021)

  15. +Praia

    Terra Estreita

    Do outro lado do canal, em frente a Santa Luzia, fica a Praia da Terra Estreita, na Ilha de Tavira. Tem um pequeno cais, um restaurante de praia e, a poucos minutos a pé pelas dunas, um areal extenso virado ao mar.

    A história

    Faz parte da Ilha de Tavira e do Parque Natural da Ria Formosa. O nome fala por si: uma faixa estreita de areia entre a ria e o oceano.

    Sabia que? De Santa Luzia, o nosso Aqua Táxi atravessa para a Terra Estreita em poucos minutos.

    Ver no satélite

    Fontes: Ilha de Tavira (Wikipédia), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  16. +Natureza

    Viveiros de ostras, ervas marinhas e cavalos-marinhos

    Na maré baixa, o fundo da ria fica à vista: filas de estacas, sacos de ostras e talhões de areia onde se cria amêijoa. Os viveiristas trabalham de botas altas, ao ritmo da maré. Debaixo de água, as pradarias de ervas marinhas abrigam peixes jovens, chocos e cavalos-marinhos.

    A história

    Na ria há cerca de 1300 viveiros de amêijoa e ostra, em 450 hectares, e daqui vem cerca de metade dos bivalves produzidos em Portugal. Os cavalos-marinhos foram, em 2001, a maior densidade conhecida no mundo; em 2018 a contagem mostrou uma queda de cerca de 90% numa década, sobretudo por apanha ilegal. Em 2020 criaram-se áreas de refúgio, onde é proibido navegar, e desde 2021 têm sido libertados cavalos-marinhos criados em cativeiro.

    Sabia que? Há duas espécies de cavalo-marinho na ria: o de focinho comprido (Hippocampus guttulatus) e o de focinho curto (Hippocampus hippocampus). Nas duas, é o macho que fica «grávido» e dá à luz.

    Ver no satélite

    Fontes: Parque Natural da Ria Formosa: caracterização (ICNF), Os cavalos-marinhos da Ria Formosa vão ter refúgios (Postal do Algarve, 2019), Cavalos-marinhos aumentam na área protegida (Postal do Algarve, 2022), Cavalos-marinhos na Ria Formosa (Oceanário de Lisboa)

  17. Santa Luzia vista da Ria Formosa
    Santa Luzia vista da Ria FormosaFoto: Titus Boat Tours

    +Vila

    Santa Luzia, a capital do polvo

    Uma avenida comprida à beira da ria, com barcos de pesca e restaurantes de polvo. No cais empilham-se os covos e os alcatruzes, as armadilhas do polvo. Os barcos descarregam polvo, lulas, chocos, peixe e marisco.

    A história

    Os primeiros registos da povoação, fundada por pescadores, são de 1577. É a freguesia mais pequena do concelho de Tavira, com cerca de 850 hectares. A padroeira é Santa Luzia, mártir da Sicília e protetora dos olhos. A igreja matriz, do arquiteto algarvio Manuel Gomes da Costa, foi construída entre 1956 e 1958, no lugar de uma ermida do século XVI.

    Sabia que? O polvo apanha-se com covos, armadilhas com isco, e com alcatruzes, vasos onde o polvo entra para se abrigar. Por isso chamam a Santa Luzia «a capital do polvo».

    Ver no satélite

    Fontes: Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira, O polvo e as artes de pesca em Santa Luzia (Postal do Algarve)

  18. +Perto daqui

    Praia do Barril e o cemitério das âncoras

    A cerca de 2 km de Santa Luzia, por terra. Não faz parte do passeio de barco, mas vale a visita.

    Em Pedras d'El Rei, uma ponte atravessa a ria e um pequeno comboio leva, pelas dunas, até à Praia do Barril. À chegada, 248 âncoras de ferro alinhadas na areia: o cemitério das âncoras. As antigas casas da armação são hoje restaurantes, bares e lojas.

    A história

    A armação do Barril (Armação dos Três Irmãos) foi fundada em 1867 por José Pires Padinha, de Tavira. Funcionava de abril a setembro e as famílias viviam no arraial. Em 1881 apanhou 46 825 atuns. Fechou em 1966. As âncoras seguravam as redes da armação no fundo do mar.

    Sabia que? O comboio do Barril faz cerca de 1 km e nasceu para servir a armação. Quem preferir, faz o caminho a pé pelas dunas.

    Ver no satélite

    Fontes: A história da pesca do atum no Algarve (Barlavento), O cemitério à entrada desta praia algarvia (Postal do Algarve), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

Escolha o percurso

Três sugestões para o fim da tarde. Na reserva, escolha a hora de partida que acaba perto do pôr do sol. Preços por pessoa; cada barco paga no mínimo o preço de 3 adultos.

Saída: Praia da Fábrica

Cacela Velha e a barra

cerca de 30 minConforme a maré

Lagoas de água transparente, bancos de areia e a vista da vila de Cacela Velha. O passeio ideal com crianças.Fábrica → Cacela Velha → barra → Fábrica

Adulto 15 €Criança (4–11) 5 €Bebés grátis

Grupos: 4+ adultos −10% · 8+ adultos −20% · 10+ adultos −25%

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Saída: Praia da Fábrica

Cabanas de Tavira

cerca de 1h30Conforme a maré

Pelos canais calmos da ria até à vila piscatória de Cabanas e à sua ilha de areia dourada.Fábrica → Cabanas de Tavira → Fábrica

Adulto 30 €Criança (4–11) 10 €Bebés grátis

Grupos: 4+ adultos −15% · 7+ adultos −25% · 10+ adultos −30%

Reservar este passeio

Saída: Tavira

Santa Luzia

cerca de 1h30Não depende da maré

Pelas salinas até Santa Luzia, a vila do polvo, e regresso pela Ilha de Tavira.Tavira → Santa Luzia → Quatro Águas e Ilha de Tavira → Tavira

Adulto 35 €Criança (4–11) 15 €Bebés grátis

Grupos: 5+ adultos −10% · 8+ adultos −20% · 10+ adultos −25%

Reservar este passeio

O que vai ver

O sol põe-se por volta das 20h50 no fim de junho e das 17h25 em dezembro. A luz dourada sobre a água, as salinas e as vilas é o melhor momento do dia na ria.

  • Espumante, vinho, cerveja, camarão cozido ou tábua de presunto e queijo a bordo, pedidos na reserva
  • Pedidos de casamento, aniversários e renovação de votos
  • Sessões fotográficas
  • Noites de lua cheia

Para eventos, grupos grandes ou um barco com skipper durante meio dia ou o dia inteiro, peça orçamento por WhatsApp.

Vida na ria

Aves, peixes, marisco e plantas que se podem ver nos canais, nas salinas, no sapal e nas dunas. Se tiver binóculos, traga-os.

  • Flamingo-comum Phoenicopterus roseus

    Filtra a água das salinas de cabeça para baixo. O cor-de-rosa vem do que come.

  • Colhereiro Platalea leucorodia

    O bico em forma de colher varre o fundo de um lado para o outro.

  • Caimão Porphyrio porphyrio

    Azul-violeta, de bico e patas vermelhos. É o símbolo do Parque Natural.

  • Chilreta Sternula albifrons

    A mais pequena das andorinhas-do-mar. A maior colónia do país está na Ria Formosa.

  • Garça-branca-pequena Egretta garzetta

    Toda branca, de bico preto e pés amarelos. Vê-se o ano inteiro nos canais.

  • Garça-real Ardea cinerea

    A maior das garças da ria: espera imóvel e apanha o peixe num golpe rápido.

  • Garça-vermelha Ardea purpurea

    Mais escura e esguia do que a garça-real, gosta dos caniçais.

  • Cegonha-branca Ciconia ciconia

    Faz os ninhos em postes e chaminés e procura comida no sapal.

  • Alfaiate Recurvirostra avosetta

    O bico fino, curvado para cima, varre a água de um lado para o outro.

  • Pernilongo Himantopus himantopus

    Tem das pernas mais compridas das aves, em proporção ao corpo.

  • Maçarico-de-bico-direito Limosa limosa

    Chega no inverno, vindo do norte da Europa, para comer no lodo da ria.

  • Maçarico-galego Numenius phaeopus

    O bico comprido e curvo procura caranguejos e minhocas no lodo.

  • Borrelho-grande-de-coleira Charadrius hiaticula

    Pequeno e rápido: corre na areia e pára de repente para apanhar comida.

  • Rola-do-mar Arenaria interpres

    Vira pedras, conchas e algas com o bico, à procura de comida.

  • Pato-branco Tadorna tadorna

    Um pato grande, branco, de cabeça verde-escura e bico vermelho.

  • Corvo-marinho Phalacrocorax carbo

    Mergulha atrás do peixe e depois seca as asas abertas ao sol.

  • Guarda-rios Alcedo atthis

    Um relâmpago azul rente à água, que mergulha atrás de pequenos peixes.

  • Coruja-do-nabal Asio flammeus

    Caça em voo baixo sobre as salinas e o sapal, muitas vezes de dia.

  • Poupa Upupa epops

    A crista em leque e o canto «pu-pu-pu» não enganam ninguém.

  • Pega-azul Cyanopica cooki

    Anda em bandos barulhentos nos pinhais e jardins junto à ria.

Ver o guia completo da Ria FormosaTodas as aves, peixes, plantas e sítios numa só página

A Ria Formosa

Uma lagoa costeira com cerca de 60 km de costa, da Península do Ancão à Manta Rota, protegida do mar por cinco ilhas-barreira e duas penínsulas. É a zona húmida mais importante do Algarve para as aves e é Parque Natural desde 1987.

  • 60 kmde costa, do Ancão à Manta Rota
  • 18 400 hade área protegida
  • 2 mde profundidade média
  • 1,5 a 3,5 mde diferença entre a maré cheia e a vazia
  • +200espécies de aves
  • +100espécies de peixes
  • ½dos bivalves produzidos em Portugal
  • ½do sal marinho de Portugal

Como se formou

Há cerca de 18 000 anos, no fim da última glaciação, o mar estava 120 metros mais baixo do que hoje. Com a subida do mar, os bancos de areia foram empurrados para terra, e as ilhas-barreira chegaram ao lugar onde estão há cerca de 7000 anos. Desde então nunca pararam: as barras abrem, fecham e andam para nascente, e as ilhas crescem de um lado e perdem areia do outro. Seis barras ligam a ria ao mar e, duas vezes por dia, a maré enche e vaza: cerca de 90% da ria fica a descoberto na maré baixa.

Os habitats

  • Sapal Terra lodosa que a maré alaga: berçário de peixes, chocos e caranguejos.
  • Salinas Tanques de sal onde se juntam flamingos e aves limícolas.
  • Pradarias marinhas Três espécies de ervas marinhas: casa dos cavalos-marinhos.
  • Bancos de areia e lodo Na maré baixa, mesa posta para as aves e zona de viveiros.
  • Dunas Quase meia centena de plantas, das ilhas às penínsulas.
  • Canais Os caminhos da água, por onde andam os barcos e os peixes.

Linha do tempo

  1. Há 18 000 anosO mar está 120 metros abaixo do nível atual.
  2. Há 7000 anosAs ilhas-barreira chegam ao lugar onde estão hoje.
  3. Séc. VIII a.C.Tavira, uma das primeiras povoações fenícias do ocidente.
  4. 1950É inaugurada a barra de Tavira, aberta pelo homem.
  5. 1978A Ria Formosa passa a Reserva Natural.
  6. 1987Passa a Parque Natural.
  7. 2010Um temporal rompe a península de Cacela e abre uma nova barra.
  8. 2020Criam-se áreas de refúgio para os cavalos-marinhos.

A bordo, cuidamos da ria Observamos as aves de longe e devagar, sem as levantar; não damos comida aos animais; não deixamos lixo; e da praia só levamos fotografias.

Fontes: Parque Natural da Ria Formosa: caracterização (ICNF), Ria Formosa, introdução (CIMA, Universidade do Algarve), Marés e circulação na Ria Formosa (LNEC), Parque Natural da Ria Formosa (Infopédia), Guia de boas práticas na Ria Formosa (CIMA, Universidade do Algarve), Os cavalos-marinhos da Ria Formosa vão ter refúgios (Postal do Algarve, 2019)

Como funciona

  • Reserve online: escolha o percurso, o dia, a hora e o número de pessoas. Reservar não custa nada.
  • Paga no embarque: dinheiro, cartão ou MB WAY.
  • Chegue ao cais 10 minutos antes da partida. Há águas e snacks a bordo, oferecidos por nós.
  • Nos percursos que dependem da maré, a reserva só mostra as horas em que o barco pode navegar.
  • Reserva online até 2 horas antes da partida. Para hoje, ligue 965 890 566.

Extras a bordo (opcional): pedem-se na reserva e pagam-se com o passeio.

  • Camarão cozido18 € / dose
  • Vinho branco14 € / garrafa
  • Vinho tinto14 € / garrafa
  • Espumante18 € / garrafa
  • Cervejas mini7 € / pack de 4
  • Presunto e queijo18 € / tábua

Fotografias antigas e para saber mais

Para ver fotografias antigas e saber mais sobre a pesca do atum e a ria:

As fotografias são da Titus Boat Tours e do Wikimedia Commons (com o autor e a licença em cada uma). Os factos vêm das fontes indicadas em cada paragem.

Perguntas frequentes

Quanto custa um evento à medida?
Depende do percurso, da duração e do que quiser a bordo. Diga-nos a data, o número de pessoas e a ideia por WhatsApp e enviamos o orçamento.
Tenho de pagar alguma coisa para reservar?
Não. Reservar online não custa nada: paga no embarque, em dinheiro, cartão ou MB WAY.
Quanto pagam as crianças?
Crianças dos 4 aos 11 anos pagam o preço de criança. Bebés até aos 3 anos não pagam, mas ocupam lugar. Cada barco paga no mínimo o preço de 3 adultos.
E se o tempo não estiver bom?
Se o vento ou o mar não deixarem sair com segurança, falamos consigo para mudar o dia. Como o passeio se paga a bordo, não perde nada. Veja a política de cancelamento.
Posso oferecer este passeio?
Sim: com o vale-oferta escolhe o valor, e quem o recebe usa-o quando quiser.

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