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Santa Luzia vista da Ria Formosa, com barcos e casario

Passeio de barco privado · Ria Formosa

Passeio de barco a Santa Luzia, a capital do polvo

Santa Luzia é a vila piscatória do polvo, entre Tavira e a Ilha de Tavira. Vamos lá num barco só para si, com skipper local, pelas salinas, Quatro Águas e a Ilha de Tavira. Há três percursos: de Tavira (cerca de 1h30 ou 2h30) ou da Praia da Fábrica, em Cacela Velha (cerca de 3h).

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Atualizado a · Titus Boat Tours, skipper local desde 2010

O percurso no mapa

Escolha o percurso e carregue em «Navegar» para seguir o barco pela ria. Toque num ponto do mapa para ver o que é.

Oceano AtlânticoRia FormosaRio GilãoIlha de TaviraIlha de Cabanas🦩🦩🐙🦪🦀🐟🐦🐚·Tavira·Conservas·Arraial Ferreira Neto·Salinas·Flamingos·Viveiros de ostras·Santa Luzia·Terra Estreita·Ilha de Tavira·Forte do Rato·Quatro Águas·Praia Deserta·Cabanas·Forte S. João·Fábrica·Cacela Velha·Barril

Partida: Tavira

Mapa esquemático: posições reais, canais aproximados.

O que vai ver, paragem a paragem

Tudo o que se vê do barco, com a história de cada sítio. O skipper conta-lhe o resto a bordo.

  1. Tavira e o Rio Gilão ao entardecer
    Tavira e o Rio Gilão ao entardecerFoto: Titus Boat Tours

    1Cidade

    Tavira e o Rio Gilão

    Subimos o Rio Gilão até ao centro. Da água vê-se a ponte antiga de sete arcos, os jardins da margem, o antigo Mercado da Ribeira, o castelo e as torres das igrejas: são mais de trinta na cidade. Repare nos telhados «de tesoura», de quatro águas, típicos de Tavira.

    A história

    Tavira nasceu no fim da Idade do Bronze e, no século VIII a.C., foi uma das primeiras povoações fenícias do ocidente da Península. Os mouros construíram o castelo e as mesquitas. D. Paio Peres Correia conquistou a cidade em 1242. O terramoto de 1755 destruiu grande parte dos edifícios, e a cidade foi reconstruída. A pesca e as conservas de atum foram, durante séculos, a grande riqueza de Tavira.

    Sabia que? O rio muda de nome na ponte: para cima chama-se Séqua, para baixo Gilão. Chamam-lhe «ponte romana», mas a que vemos foi reconstruída em 1667 sobre uma travessia muito mais antiga. Tavira representa Portugal na Dieta Mediterrânica, Património Imaterial da UNESCO desde 2013.

    Ver no satélite

    Fontes: Tavira (Wikipedia), A ponte que muda o nome a um rio (Postal do Algarve)

  2. 2Património

    As fábricas de conservas

    Na margem do Gilão, a caminho de Quatro Águas, ainda se vê a chaminé alta da antiga fábrica Tavirense. Do outro lado do rio ficava a Balsense. Era aqui que o atum das armações se cozia e enlatava em azeite.

    A história

    A Tavirense começou a produzir em meados de junho de 1917, um mês depois da Balsense, inaugurada a 9 de maio de 1917. Nesse ano havia no Algarve 184 fábricas de conservas e mais de 14 500 operários. Em Tavira havia ainda a fábrica de José Matos Parreira e a de Manuel e João Baptista Calça, que fazia conservas de atum e de sardinha em azeite. A Balsense fechou em 1971. Da Tavirense restam as ruínas e a chaminé.

    Sabia que? Em 1898, o rei D. Carlos estudou a pesca do atum no Algarve a bordo do iate Amélia: as armações anotavam a hora e o número de atuns que entravam, e o rei comparava com a temperatura, a transparência e as correntes do mar. O estudo está digitalizado na Biblioteca Nacional.

    Ver no satélite

    Fontes: Tavirense, a antiga fábrica de conservas (Heritage Navigator), Tavira e a sua indústria (Folium, Universidade de Coimbra, 2024), D. Carlos, rei pioneiro no estudo da pesca do atum (Marinha)

  3. 3Património

    Arraial Ferreira Neto (antiga armação do atum)

    Um conjunto de casas brancas, alinhadas à beira do rio, com capela, escola e um cais com uma grua manual. Era a aldeia dos pescadores do atum. Hoje é o hotel Vila Galé Albacora, que guarda um núcleo museológico sobre a pesca do atum e a vida das famílias do arraial.

    A história

    Foi desenhado em 1943 pelo engenheiro Sena Lino, depois de o mar destruir o arraial anterior, no Medo das Cascas, na Ilha de Tavira. Tinha casas para 150 famílias, escola, capela, posto médico e cinco cisternas de 150 mil litros. As capturas começaram a cair em 1961; na campanha de 1970/71 apanhou-se um único atum. É Imóvel de Interesse Público desde 2002.

    Sabia que? Como funcionava uma armação: no mar, uma rede comprida desviava os atuns para um labirinto de redes fixas, presas ao fundo por centenas de âncoras. No fim, os barcos levantavam a última câmara de rede e os atuns eram puxados para bordo à força de braços e ganchos: era o copejo. Na primavera apanhava-se o atum «de direito», a caminho do Mediterrâneo; no verão, o «de revés», no regresso.

    Ver no satélite

    Fontes: Arraial Ferreira Neto (Wikipédia), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira, A história da pesca do atum no Algarve (Barlavento)

  4. 4Natureza

    As salinas de Tavira

    Grandes tanques rasos, separados por muros de terra, em tons de branco, verde e rosa. No verão vêem-se os montes de sal acabados de colher. Nos tanques comem alfaiates, pernilongos, colhereiros, garças e, quase sempre, flamingos.

    A história

    As salinas ficam entre o Gilão e Santa Luzia, a cerca de 500 metros da barra de Tavira, e enchem-se só com água do mar. Ao longo do verão, o sol e o vento evaporam a água e o sal cristaliza. É colhido à mão. As salinas da Ria Formosa dão cerca de metade do sal marinho de Portugal. Desde 2013, o Sal de Tavira e a Flor de Sal de Tavira têm Denominação de Origem Protegida (DOP).

    Sabia que? O rosa da água vem de uma microalga, a Dunaliella salina, um dos poucos seres que aguentam tanto sal. Produz pigmentos (carotenoides) que, com algumas bactérias, dão à água tons de laranja, roxo e rosa.

    Ver no satélite

    Fontes: O que ver nas Salinas de Tavira (idealista), Sal de Tavira e Flor de Sal de Tavira com DOP (Agroportal), Parque Natural da Ria Formosa: caracterização (ICNF), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  5. 5Natureza

    Os flamingos das salinas

    Nos tanques das salinas de Tavira juntam-se bandos de flamingos: pernas altas, pescoço comprido e bico curvo. Comem de cabeça para baixo, a remexer a lama com as patas e a filtrar a água com o bico. Quando levantam voo, aparecem as penas pretas das asas. Não gostam que se aproximem: do barco vêem-se bem, sem os assustar.

    A história

    O flamingo-comum (Phoenicopterus roseus) vê-se na ria todo o ano, mas há mais no outono, no inverno e na primavera. As salinas de Tavira são dos melhores sítios do Algarve para os ver, a qualquer hora, porque a maré mexe pouco com a água dos tanques. Os bandos que passam por Portugal costumam fazer ninho em Espanha, França, Itália ou no Norte de África. Em 2021, numa salina da Reserva do Sapal de Castro Marim, aqui perto, uma colónia de cerca de 3000 flamingos fez quase 800 ninhos e nasceram cerca de 550 crias, segundo o ICNF.

    Sabia que? Os flamingos não nascem cor-de-rosa: os jovens são acinzentados, de patas escuras, e só ganham a cor por volta dos três anos. O rosa vem do que comem: algas e pequenos camarões das salinas, cheios de pigmentos. Em bando, fazem um barulho parecido com o dos gansos.

    Ver no satélite

    Fontes: Tavira Saltpans (Birdingplaces), Greater flamingos (Portugal Resident), Nasceram 550 flamingos no sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (Postal do Algarve, 2021)

  6. 6Natureza

    Viveiros de ostras, ervas marinhas e cavalos-marinhos

    Na maré baixa, o fundo da ria fica à vista: filas de estacas, sacos de ostras e talhões de areia onde se cria amêijoa. Os viveiristas trabalham de botas altas, ao ritmo da maré. Debaixo de água, as pradarias de ervas marinhas abrigam peixes jovens, chocos e cavalos-marinhos.

    A história

    Na ria há cerca de 1300 viveiros de amêijoa e ostra, em 450 hectares, e daqui vem cerca de metade dos bivalves produzidos em Portugal. Os cavalos-marinhos foram, em 2001, a maior densidade conhecida no mundo; em 2018 a contagem mostrou uma queda de cerca de 90% numa década, sobretudo por apanha ilegal. Em 2020 criaram-se áreas de refúgio, onde é proibido navegar, e desde 2021 têm sido libertados cavalos-marinhos criados em cativeiro.

    Sabia que? Há duas espécies de cavalo-marinho na ria: o de focinho comprido (Hippocampus guttulatus) e o de focinho curto (Hippocampus hippocampus). Nas duas, é o macho que fica «grávido» e dá à luz.

    Ver no satélite

    Fontes: Parque Natural da Ria Formosa: caracterização (ICNF), Os cavalos-marinhos da Ria Formosa vão ter refúgios (Postal do Algarve, 2019), Cavalos-marinhos aumentam na área protegida (Postal do Algarve, 2022), Cavalos-marinhos na Ria Formosa (Oceanário de Lisboa)

  7. Santa Luzia vista da Ria Formosa
    Santa Luzia vista da Ria FormosaFoto: Titus Boat Tours

    7Vila

    Santa Luzia, a capital do polvo

    Uma avenida comprida à beira da ria, com barcos de pesca e restaurantes de polvo. No cais empilham-se os covos e os alcatruzes, as armadilhas do polvo. Os barcos descarregam polvo, lulas, chocos, peixe e marisco.

    A história

    Os primeiros registos da povoação, fundada por pescadores, são de 1577. É a freguesia mais pequena do concelho de Tavira, com cerca de 850 hectares. A padroeira é Santa Luzia, mártir da Sicília e protetora dos olhos. A igreja matriz, do arquiteto algarvio Manuel Gomes da Costa, foi construída entre 1956 e 1958, no lugar de uma ermida do século XVI.

    Sabia que? O polvo apanha-se com covos, armadilhas com isco, e com alcatruzes, vasos onde o polvo entra para se abrigar. Por isso chamam a Santa Luzia «a capital do polvo».

    Ver no satélite

    Fontes: Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira, O polvo e as artes de pesca em Santa Luzia (Postal do Algarve)

  8. 8Praia

    Terra Estreita

    Do outro lado do canal, em frente a Santa Luzia, fica a Praia da Terra Estreita, na Ilha de Tavira. Tem um pequeno cais, um restaurante de praia e, a poucos minutos a pé pelas dunas, um areal extenso virado ao mar.

    A história

    Faz parte da Ilha de Tavira e do Parque Natural da Ria Formosa. O nome fala por si: uma faixa estreita de areia entre a ria e o oceano.

    Sabia que? De Santa Luzia, o nosso Aqua Táxi atravessa para a Terra Estreita em poucos minutos.

    Ver no satélite

    Fontes: Ilha de Tavira (Wikipédia), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  9. 9Praia

    Ilha de Tavira

    Uma ilha de areia com cerca de 11 km, entre a ria e o oceano. Do cais, um caminho atravessa as dunas até ao mar, com bares, restaurantes e um parque de campismo. De nascente para poente tem quatro praias: Ilha de Tavira, Terra Estreita, Barril e Homem Nu.

    A história

    A ilha já foi maior. Em 1926 abriu-se a primeira barra de Tavira, que partiu a antiga «Grande Ilha de Tavira» em duas; em 1941 um ciclone fechou-a e abriu outra. A barra atual, artificial, foi inaugurada em 1950 e separa a Ilha de Tavira da Ilha de Cabanas. Até 1943 houve na ilha um arraial da pesca do atum, no Medo das Cascas, destruído pelo mar.

    Sabia que? A praia tem Bandeira Azul todos os anos. Quando o último ferry já saiu, o nosso Aqua Táxi faz a travessia, de dia e de noite.

    Ver no satélite

    Fontes: Ilha de Tavira (Wikipédia), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  10. 10Fortaleza

    Forte do Rato (Santo António)

    Junto à barra de Tavira, à beira da água, ficam as ruínas de um pequeno forte de pedra, com a porta de armas e as muralhas viradas para o canal. Foi a primeira defesa da entrada do rio.

    A história

    Foi mandado construir no reinado de D. Sebastião (1568–1578) para proteger a entrada do rio e a cidade dos ataques de piratas do Norte de África. Em 1573, quando o rei visitou Tavira, ainda estava em obras. Durante a construção, a foz do rio mudou-se para nascente e o forte perdeu parte da utilidade. Em 1654 passou a chamar-se Forte de Santo António. Em 1792 tinha nove homens e duas peças de artilharia; em 1821, três homens e nenhum canhão. Foi abandonado em 1840.

    Sabia que? É Imóvel de Interesse Público desde 1983. Também se vê do percurso a pé de Quatro Águas, que a Câmara de Tavira recomenda.

    Ver no satélite

    Fontes: Fort Santo António, Tavira (Wikipedia), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  11. 11Cais

    Quatro Águas

    É o cais de onde sai o ferry para a Ilha de Tavira. Aqui o Rio Gilão chega à ria e cruzam-se os canais que vão para Cabanas e para Santa Luzia, junto à barra que abre para o mar. À volta há salinas, sapal, restaurantes de peixe e barcos de pesca.

    A história

    Ao longo da estrada de Quatro Águas ficavam as salinas e, a partir de 1917, as fábricas de conservas de atum. Junto ao cais fica o antigo arraial dos pescadores do atum, o Arraial Ferreira Neto.

    Sabia que? Na primavera, as salinas entre Quatro Águas e Luz de Tavira enchem-se de flamingos.

    Ver no satélite

    Fontes: Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

  12. +Perto daqui

    Praia do Barril e o cemitério das âncoras

    A cerca de 2 km de Santa Luzia, por terra. Não faz parte do passeio de barco, mas vale a visita.

    Em Pedras d'El Rei, uma ponte atravessa a ria e um pequeno comboio leva, pelas dunas, até à Praia do Barril. À chegada, 248 âncoras de ferro alinhadas na areia: o cemitério das âncoras. As antigas casas da armação são hoje restaurantes, bares e lojas.

    A história

    A armação do Barril (Armação dos Três Irmãos) foi fundada em 1867 por José Pires Padinha, de Tavira. Funcionava de abril a setembro e as famílias viviam no arraial. Em 1881 apanhou 46 825 atuns. Fechou em 1966. As âncoras seguravam as redes da armação no fundo do mar.

    Sabia que? O comboio do Barril faz cerca de 1 km e nasceu para servir a armação. Quem preferir, faz o caminho a pé pelas dunas.

    Ver no satélite

    Fontes: A história da pesca do atum no Algarve (Barlavento), O cemitério à entrada desta praia algarvia (Postal do Algarve), Percurso «Os segredos e encantos da Ria Formosa», Câmara Municipal de Tavira

Escolha o percurso

Todos com barco só para si e skipper local. Preços por pessoa; cada barco paga no mínimo o preço de 3 adultos.

Saída: Tavira

Santa Luzia

cerca de 1h30Não depende da maré

Pelas salinas até Santa Luzia, a vila do polvo, e regresso pela Ilha de Tavira.Tavira → Santa Luzia → Quatro Águas e Ilha de Tavira → Tavira

Adulto 35 €Criança (4–11) 15 €Bebés grátis

Grupos: 5+ adultos −10% · 8+ adultos −20% · 10+ adultos −25%

Reservar este passeio

Saída: Tavira

2 vilas piscatórias

cerca de 2h30Não depende da maré

Cabanas e Santa Luzia no mesmo passeio, com a Ilha de Tavira pelo meio.Tavira → Cabanas → Quatro Águas e Ilha de Tavira → Santa Luzia → Tavira

Adulto 45 €Criança (4–11) 20 €Bebés grátis

Grupos: 4+ adultos −10% · 6+ adultos −15% · 8+ adultos −20% · 10+ adultos −25%

Reservar este passeio

Saída: Praia da Fábrica

Vilas piscatórias: Cabanas e Santa Luzia

cerca de 3hConforme a maré

Até Santa Luzia, a capital do polvo, passando por Cabanas, ilhas, salinas e viveiros de ostras.Fábrica → Cabanas → Quatro Águas e Ilha de Tavira → Santa Luzia → Fábrica

Adulto 45 €Criança (4–11) 15 €Bebés grátis

Grupos: 4+ adultos −15% · 6+ adultos −25% · 9+ adultos −35% · 11+ adultos −40%

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Vida na ria

Aves, peixes, marisco e plantas que se podem ver nos canais, nas salinas, no sapal e nas dunas. Se tiver binóculos, traga-os.

  • Flamingo-comum Phoenicopterus roseus

    Filtra a água das salinas de cabeça para baixo. O cor-de-rosa vem do que come.

  • Colhereiro Platalea leucorodia

    O bico em forma de colher varre o fundo de um lado para o outro.

  • Caimão Porphyrio porphyrio

    Azul-violeta, de bico e patas vermelhos. É o símbolo do Parque Natural.

  • Chilreta Sternula albifrons

    A mais pequena das andorinhas-do-mar. A maior colónia do país está na Ria Formosa.

  • Garça-branca-pequena Egretta garzetta

    Toda branca, de bico preto e pés amarelos. Vê-se o ano inteiro nos canais.

  • Garça-real Ardea cinerea

    A maior das garças da ria: espera imóvel e apanha o peixe num golpe rápido.

  • Garça-vermelha Ardea purpurea

    Mais escura e esguia do que a garça-real, gosta dos caniçais.

  • Cegonha-branca Ciconia ciconia

    Faz os ninhos em postes e chaminés e procura comida no sapal.

  • Alfaiate Recurvirostra avosetta

    O bico fino, curvado para cima, varre a água de um lado para o outro.

  • Pernilongo Himantopus himantopus

    Tem das pernas mais compridas das aves, em proporção ao corpo.

  • Maçarico-de-bico-direito Limosa limosa

    Chega no inverno, vindo do norte da Europa, para comer no lodo da ria.

  • Maçarico-galego Numenius phaeopus

    O bico comprido e curvo procura caranguejos e minhocas no lodo.

  • Borrelho-grande-de-coleira Charadrius hiaticula

    Pequeno e rápido: corre na areia e pára de repente para apanhar comida.

  • Rola-do-mar Arenaria interpres

    Vira pedras, conchas e algas com o bico, à procura de comida.

  • Pato-branco Tadorna tadorna

    Um pato grande, branco, de cabeça verde-escura e bico vermelho.

  • Corvo-marinho Phalacrocorax carbo

    Mergulha atrás do peixe e depois seca as asas abertas ao sol.

  • Guarda-rios Alcedo atthis

    Um relâmpago azul rente à água, que mergulha atrás de pequenos peixes.

  • Coruja-do-nabal Asio flammeus

    Caça em voo baixo sobre as salinas e o sapal, muitas vezes de dia.

  • Poupa Upupa epops

    A crista em leque e o canto «pu-pu-pu» não enganam ninguém.

  • Pega-azul Cyanopica cooki

    Anda em bandos barulhentos nos pinhais e jardins junto à ria.

Ver o guia completo da Ria FormosaTodas as aves, peixes, plantas e sítios numa só página

A Ria Formosa

Uma lagoa costeira com cerca de 60 km de costa, da Península do Ancão à Manta Rota, protegida do mar por cinco ilhas-barreira e duas penínsulas. É a zona húmida mais importante do Algarve para as aves e é Parque Natural desde 1987.

  • 60 kmde costa, do Ancão à Manta Rota
  • 18 400 hade área protegida
  • 2 mde profundidade média
  • 1,5 a 3,5 mde diferença entre a maré cheia e a vazia
  • +200espécies de aves
  • +100espécies de peixes
  • ½dos bivalves produzidos em Portugal
  • ½do sal marinho de Portugal

Como se formou

Há cerca de 18 000 anos, no fim da última glaciação, o mar estava 120 metros mais baixo do que hoje. Com a subida do mar, os bancos de areia foram empurrados para terra, e as ilhas-barreira chegaram ao lugar onde estão há cerca de 7000 anos. Desde então nunca pararam: as barras abrem, fecham e andam para nascente, e as ilhas crescem de um lado e perdem areia do outro. Seis barras ligam a ria ao mar e, duas vezes por dia, a maré enche e vaza: cerca de 90% da ria fica a descoberto na maré baixa.

Os habitats

  • Sapal Terra lodosa que a maré alaga: berçário de peixes, chocos e caranguejos.
  • Salinas Tanques de sal onde se juntam flamingos e aves limícolas.
  • Pradarias marinhas Três espécies de ervas marinhas: casa dos cavalos-marinhos.
  • Bancos de areia e lodo Na maré baixa, mesa posta para as aves e zona de viveiros.
  • Dunas Quase meia centena de plantas, das ilhas às penínsulas.
  • Canais Os caminhos da água, por onde andam os barcos e os peixes.

Linha do tempo

  1. Há 18 000 anosO mar está 120 metros abaixo do nível atual.
  2. Há 7000 anosAs ilhas-barreira chegam ao lugar onde estão hoje.
  3. Séc. VIII a.C.Tavira, uma das primeiras povoações fenícias do ocidente.
  4. 1950É inaugurada a barra de Tavira, aberta pelo homem.
  5. 1978A Ria Formosa passa a Reserva Natural.
  6. 1987Passa a Parque Natural.
  7. 2010Um temporal rompe a península de Cacela e abre uma nova barra.
  8. 2020Criam-se áreas de refúgio para os cavalos-marinhos.

A bordo, cuidamos da ria Observamos as aves de longe e devagar, sem as levantar; não damos comida aos animais; não deixamos lixo; e da praia só levamos fotografias.

Fontes: Parque Natural da Ria Formosa: caracterização (ICNF), Ria Formosa, introdução (CIMA, Universidade do Algarve), Marés e circulação na Ria Formosa (LNEC), Parque Natural da Ria Formosa (Infopédia), Guia de boas práticas na Ria Formosa (CIMA, Universidade do Algarve), Os cavalos-marinhos da Ria Formosa vão ter refúgios (Postal do Algarve, 2019)

Como funciona

  • Reserve online: escolha o percurso, o dia, a hora e o número de pessoas. Reservar não custa nada.
  • Paga no embarque: dinheiro, cartão ou MB WAY.
  • Chegue ao cais 10 minutos antes da partida. Há águas e snacks a bordo, oferecidos por nós.
  • Nos percursos que dependem da maré, a reserva só mostra as horas em que o barco pode navegar.
  • Reserva online até 2 horas antes da partida. Para hoje, ligue 965 890 566.

Extras a bordo (opcional): pedem-se na reserva e pagam-se com o passeio.

  • Camarão cozido18 € / dose
  • Vinho branco14 € / garrafa
  • Vinho tinto14 € / garrafa
  • Espumante18 € / garrafa
  • Cervejas mini7 € / pack de 4
  • Presunto e queijo18 € / tábua

Fotografias antigas e para saber mais

Para ver fotografias antigas e saber mais sobre a pesca do atum e a ria:

As fotografias são da Titus Boat Tours e do Wikimedia Commons (com o autor e a licença em cada uma). Os factos vêm das fontes indicadas em cada paragem.

Perguntas frequentes

Qual é o percurso mais curto?
O de Tavira a Santa Luzia, com cerca de 1h30: sai do centro de Tavira, vai a Santa Luzia e volta pela Ilha de Tavira e Quatro Águas. Não depende da maré.
Há passeio de grupo a Santa Luzia?
Sim: o passeio de grupo das 2 vilas piscatórias sai de Tavira todos os dias às 10h e às 14h30, a 30 € por adulto, e passa por Santa Luzia.
Tenho de pagar alguma coisa para reservar?
Não. Reservar online não custa nada: paga no embarque, em dinheiro, cartão ou MB WAY.
Quanto pagam as crianças?
Crianças dos 4 aos 11 anos pagam o preço de criança. Bebés até aos 3 anos não pagam, mas ocupam lugar. Cada barco paga no mínimo o preço de 3 adultos.
E se o tempo não estiver bom?
Se o vento ou o mar não deixarem sair com segurança, falamos consigo para mudar o dia. Como o passeio se paga a bordo, não perde nada. Veja a política de cancelamento.
Posso oferecer este passeio?
Sim: com o vale-oferta escolhe o valor, e quem o recebe usa-o quando quiser.

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